Centro de Estudos do Cavaquismo


Quem faz uma procura na Internet sobre os anos em que este país viveu sob a égide de Cavaco, encontra muito pouca informação, quase nada. O Cavaco Fora de Belém é um blogue que pretende reavivar as memórias do que foi esse período negro da história de Portugal. Para tal propomo-nos recolher relatos, documentos, arquivos, imagens ou videos em formato digital, que nos permitam construir a história desse período e colocá-la online. Os vossos contributos, vindo directamente das caves e dos sotãos da história, podem ser enviados para este email: cavacoforabelem (@) gmail | com
Cavaco Fora de Belém

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Pensamento Surrealista


Agora digam lá, vocês imaginam Cavaco Silva, como Presidente da República, fazer uma coisa destas? O máximo que poderia engendrar era ir dar umas comendas à Rita Ferro (a escritora) e à Margarida Rebelo Pinto, ou, vá lá, umas palmadinhas nas costas do Vasco Graça Moura.

Com Cavaco isto nunca aconteceria!

“O poeta Mário Cesariny vai receber hoje na sua casa, em Lisboa, a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, que lhe será entregue pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, e o Prémio Vida Literária.” In Diário Digital, 30 Novembro 2005

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amnésia ©anibal



O que eles lhe dizem


De acordo com o Expresso, Fernando Lima (assessor de imagem de Cavaco), teve a visão de, perante a proximidade das câmaras de televisão, alertar o professor para não comer.

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Sobre os candidatos


Ao longo desta pré-pré-campanha, têm vindo a ser escritas muitas páginas sobre a fraca qualidade dos candidatos, denominador comum de uma crescente ideia colectiva, que colhe alguns frutos numa certa esquerda, de que só nos resta a abstenção e que os candidatos são todos iguais (ideia que aliás, só favorece um dos candidatos). Contudo, tenho para mim que os candidatos que hoje se apresentam são as personagens políticas mais fortes que se poderiam apresentar nestas eleições presidenciais. Ora vejamos:
Cavaco Silva é, depois de Salazar, a grande referência da direita portuguesa do último século. Soares, foi Primeiro-Ministro e Presidente da República, sendo a sua figura conhecida por todo o país e, um símbolo inquestionável do Partido Socialista. Alegre, tem um passado de resistência anti-fascista e, as suas mais recentes posições políticas contra uma deriva direitista do PS, afirmam-no actualmente como o líder de uma tendência dentro do seu partido que encontra eco e, ao que parece, grande acolhimento na sociedade. Jerónimo foi o Secretário-Geral do PCP que conseguiu inverter a lógica de declínio eleitoral do PCP apostando numa maior proximidade junto das pessoas, o que o transformou, num curto espaço de tempo, numa referência capaz de unir o partido e gerar simpatias muito para além do seu espectro partidário. Louçã foi o líder carismático do PSR, que embora nunca tenha tido uma grande expressão social e eleitoral tinha uma significativa importância de agitação política durante as campanhas sobretudo pela forma e a dinâmica que lhes imprimia, e é o ideólogo do Bloco de Esquerda.
Por isso, é importante dizê-lo que, pelo menos à esquerda, temos escolha!

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O que eles disseram dele (07)


"Cavaco Silva representa o passado. Já deu o que tinha a dar. Ficará na história, teve certamente o seu mérito mas já não queremos para nada o espírito de governação que impôs. Acho que vamos entrar numa fase diferente de fazer política porque governar cada vez é mais complicado e exige pessoas com qualidades muito diferentes daquelas que o cavaquismo apregoou: a eficiência e o sucesso que se medeiam apenas em números. Essas políticas falharam e a continuarem vão conduzir-nos a um beco sem saída."
Pedro Burmester (1995), "Nem Mais - jornal do movimento de jovens apoiantes incondicionais de Sampaio"

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O que eles disseram dele (06)


"Eu teria vergonha de ser de um país com um presidente como Cavaco Silva, um homem que não gosta das pessoas"
Luís Miguel Cintra (1995)

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O que eles disseram dele (05)


"Preocupa-me muito mais que esse mesmo senhor, que não sabe quantos cantos tem "Os Lusíadas", tenha afirmado que se o PSD tivesse tido melhores resultados, já não teria a necessidade de se candidatar"
Pedro Burmester (1995), "Nem Mais - jornal do movimento de jovens apoiantes incondicionais de Sampaio"

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O que eles disseram dele (04)


"Quem não sabe quantos cantos tem "Os Lusíadas" como pode representar Portugal?"
Inês de Medeiros (1995), "Nem Mais - jornal do movimento de jovens apoiantes incondicionais de Sampaio"

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O que eles disseram dele (03)


"(…) Cavaco não gosta de derrotados. É o tipo de homem que é capaz de deixar ficar para trás os seus mais fiéis seguidores, aqueles que contribuíram para a sua ascensão, ignorando-os, desprezando-os e muitas vezes humilhando-os. Tal foi o caso do ex-ministro Ferreira do Amaral, bem como do actual presidente do PSD, Dr. Fernando Nogueira.
Ao primeiro, na altura com a pasta das obras públicas, sem dúvida o ministério que mais votos trouxe a Cavaco e ao PSD, puxou-lhe literalmente o tapete por ocasião dos confrontos da ponte 25 de Abril. Ao sentir que tinha ido longe de mais quer no aumento das portagens, quer nas cargas policiais sobre os manifestantes, e orgulhoso demais para retroceder, Cavaco, para espanto da nação, afirma petulante que "se fosse eu também buzinava"

Pedro Abrunhosa (1995), "Nem Mais - jornal do movimento de jovens apoiantes incondicionais de Sampaio"

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O que eles disseram dele (02)


"No papel, a democracia portuguesa tem muitas virtudes; na prática tem bastante menos. Espera-se do próximo Presidente da República que seja um garante mais efectivo dos direitos sociais e cívicos previstos na Constituição e um impulsionador activo de mais direitos políticos do que os que existem actualmente."
Ivan Nunes (1995), "Nem Mais - jornal do movimento de jovens apoiantes incondicionais de Sampaio"

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O que eles disseram dele (01)


"Cavaco é sobretudo politicamente desonesto. E a sua ambição desmesurada tem-lo feito ascender à custa de contínuas de contínuas traições de bastidor que cabe aqui relembrar e acusar."
Pedro Abrunhosa (1995), "Nem Mais - jornal do movimento de jovens apoiantes incondicionais de Sampaio"

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Diz-me com quem andas...


«O período do Estado Novo e a liderança de Salazar têm sido alvo de muitas críticas. Porquê?
As pessoas que não sabem História ainda pensam que o Estado Novo foi uma ditadura. Já tenho perguntado a juristas que digam se foi um governo de força ou de tipo proteccionista. A verdade é que foi um regime em que a lei funcionava e em que os próprios titulares dos cargos davam o exemplo da austeridade.»

Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, historiador insigne, ilustre membro da Academia das Ciências de Lisboa, alto dirigente da Academia Portuguesa de História, membro da Comissão de Honra de Cavaco Silva e, em 1995, mandatário para o distrito de Santarém da candidatura do mesmo senhor, em entrevista a O Diabo, publicada a 15 de Novembro de 2005.

Esta posta foi-me enviada pelo meu amigo Daniel

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O site da candidatura de Cavaco é um manancial de pérolas e, para além disso, até tem a famosa entrevista do candidato à TVI. Mas desta vez escrevo porque se anuncia que os sindicatos "independentes", declararam o seu apoio ao candidato "independente".
Ver aqui

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Portas falou:


Paulo Portas, que criticou a extensão demasiado grande da Constituição portuguesa, não se coibiu de dizer que o texto fundamental português está «atado a regras dogmáticas ultrapassadas», considerando que «a cada dia que passa está mais condenada»

Paulo Portas manifestou hoje o seu sentido de voto a favor de Cavaco Silva o que, convenhamos, não é nada de inesperado. O extraordinário é o discurso sobre a Constituição da República Portuguesa, que o ex-ministro da Defesa veio fazer e a tentativa de o pôr na agenda do "professor que não fala" e apoia. Será que ouviremos Cavaco falar sobre a Constituição? Será que Cavaco não concorda com Portas quando este diz que «muitos países socialistas que hoje têm constituições super-liberais, super-competitivas e super amigas do investimento».

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Anónimos, não se acavaquem!


Se há coisa que me irrita neste meio de comunicação ao qual chamamos de Blogs são os comentários anónimos. Assumam-se, porra! Deixem-se de Tabus!

Não se acavaquem!!!

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"no jobs for the boys"


Em Outubro de 95 e na sequência da vitória, Guterres declarava "No jobs for the boys!"
Esta afirmação trucidada pela sequência dos factos ficou indelevelmente ligada ao aparelho socialista. Mas se recuarmos a esse dia de Outubro de 95, vemos um país farto dos tachos laranjas, de todos os lugares do Estado e das Empresas Públicas entregues ao aparelho laranja. Porque durante o cavaquismo o critério da distribuição de lugares era o cartão laranja. O rigor, a verticalidade e a seriedade que agora se anunciam tinham esse significado: Quem tem cartão come, quem não tem lixa-se. Tal como se passa na Madeira, tal como Alberto João Jardim, Cavaco, enquanto primeiro-ministro, promoveu e alimentou esse polvo laranja de amiguismo e compadrio. A meritocracia foi deglutida pela laranjocracia, mas sempre com rigor, seriedade e verticalidade!

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É pouco


Concordando com o artigo do Ivan no Super-Mário, no qual se defende que nesta coisa dos blogues sobre política o que é importante é que posições opostas se confrontem, não posso deixar de notar a fraca interactividade que tem existido por parte dos blogues que apoiam Cavaco Silva. O Mega ou o Super oscilam entre um muro de cartas lamentáveis e a agenda do professor, o Mandatário Digital tem um discurso perfeitamente autista sobre as digitalidades do candidato, ficando por esclarecer se Cavaco já terá email. Só nos resta o Pulo do Lobo que, de vez em quando, e com o silêncio pesado dos seus líderes espirituais (Pacheco Pereira e Pedro Lomba), lá vai respondendo de vez em quando e trocando alguns argumentos.

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No DN escrevia-se isto:


"Chama-se Gilberto Raimundo, tem 21 anos, e foi ontem, à frente da Assembleia da República brutalmente espancado por um polícia. Um rosto, a sangrar, entre outros. Milhares de estudantes protestavam contra as propinas. A polícia investiu e nem o Major Tomé foi poupado. Atacaram pelas costas e foi isso que mais chocou os estudantes. Os traseuntes, também, que, estando ali por acaso foram alvo da bordoada. Um idoso foi espancado. Estava ao pé da paragem 100."
Cadi Fernandes, Diário de Notícias Quinta-Feira, 25 de Novembro 1993

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24 de Novembro de 1993


Há precisamente 12 anos, neste mesmo dia, realizou-se em Lisboa uma manifestação de estudantes do Ensino Superior. Estariam entre 1000 a 1500 manifestantes em frente ao Parlamento quando o inacreditável aconteceu.
O Corpo de Intervenção carrega, de forma brutal, não só sobre os estudantes que se manifestavam mas também sobre os muitos transeuntes que por ali circulavam, alguns já com uma idade avançada.
Polícias e cães fizeram dispersar os manifestantes, numa demonstração de força sem precedentes na hsitória das manifestações estudantis do pós-25 de Abril.
No dia seguinte, e de forma quase espontânea, cerca de 10 mil estudantes de todo o país regressaram à escadaria do Palácio de S. Bento. Ao entrarem na praça fronteira ao Palácio sentam-se de costas para o mesmo. Quando a praça estava quase cheia começa a ouvir-se a «Grândola Vila Morena», assobiada pelos manifestantes. Alguns instantes depois, uma estudante levanta-se, dirige-se à cerca metálica que protegia a escadaria do Parlamento, e entrega a um dos membros do Corpo de Intervenção um ramo de cravos. Ao meu lado, muitos choravam. E eu com eles. Emoção e raiva contidas num gesto e num coro de assobios a entoar aquela melodia tão simbólica.
Pelo meio dos manifestantes circulavam vários senhores de óculos escuros. O seu ar completamente comprometido e nada à vontade denunciava a presença de membros do SIS. Numa janela de uma velha casa situada num dos lados da praça, dois elementos da mesma «secreta» filmavam e fotogravam o que lá em baixo se passava e quem lá por baixo se manifestava.
A violência da repressão policial viria a sentir-se mais vezes. Foram os trabalhadores da TAP, foi o buzinão da Ponte 25 de Abril, foram várias outras manifestações estudantis.
O Primeiro-Ministro era Cavaco Silva e eu faço parte dessa geração que cresceu politicamente com a contestação ao seu Governo. Um Governo que permitiu o esbanjamento dos fundos comunitários sem qualquer tipo de controlo. Que demonstrou, por diversas vezes e das mais variadas formas, um autismo total perante a contestação social que aumentava de dia para dia.
Não consigo deixar de abrir a boca de espanto quando ouço os elogios que agora se fazem ao rigor orçamental e à gestão eficiente com que o Professor e os seus pares governaram, durante uma década, os destinos de Portugal. Será a memória dos portugueses assim tão fraca?
Por isto e por muito mais, eu não quero um Presidente assim para o meu País!

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Cavaco mais Fora de Belém


As sondagens não são resultados mas mostram tendências, por isso hoje estamos todos de parabéns!
Ver aqui: Cavaco Silva perde terreno e não garante eleição à primeira

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Em que ficamos?


Sondagem DN:

"Cavaco Silva perde terreno e não garante eleição à primeira"

Sondagem Público:

""Sondagem: Cavaco Silva vence presidenciais à primeira volta"

Em que ficamos?

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Cavaco, e os argumentos por SMS


É de Homens com H que este país precisa e és tu Cavaco o escolhido. Um abraço, Luis Machas
Prof. Cavaco Silva, sendo uma jovem com muita esperança acredito que, consigo, vamos ter um Portugal muito melhor.Joana Santiago.
Só uma pessoa com a sua boa formação consegue, como conseguiu, não reagir à agressividade da jornalista da TVI. PARABÉNS SR. PROF. M Helena Costa
Professor sei que posso contar consigo ,tenho uma grande admiração por si.
Estamos com o Prof. Cavaco Silva. O povo vai escolher o melhor e mais capaz Presidente. O povo não tem memória curta.
Porque não há mais ninguém em que eu possa confiar tanto.
Precisamos de si Sr. PROFESSOR
Deviam convidar Antonio Barreto, que escreve no Publico, para aparecer a declarar o apoio ao Prof. Cavaco Silva
Força Prof. Estou consigo de todo o coração!

Ver mais aqui.

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A candidatura de Cavaco Silva negou, na terça-feira, a existência de quaisquer negociações prévias com a direcção do CDS, que terão levado à concessão de apoio por parte deste partido à candidatura presidencial do ex-líder do PSD.

Durante a campanha de 1995 o "amigo" de Cavaco, Fernando Nogueira, candidato do PSD a primeiro-ministro, anuncia que o professor se candidataria à Presidência da República, a alegando que o professor já lho teria dito. Cavaco, em plena campanha para as legislativas na qual Nogueira bem precisava de amigos, desmente imediatamente, aquilo que mais tarde se revelaria verdade. Nove meses após ter declarado que queria reservar mais tempo para a família, o "professor que nunca foi político" lançava-se para mais um voo - e que pensávamos ser o último.

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A ler




Chegou-me aos ouvidos a existência de um novo blog de eventuais não alinhados nas eleições presidênciais - Venha o Diabo.
Ora parece-me óbvio que blogues como este só servem, na conjuntura actual, a um dos candidatos.
Independente de todos podermos manifestar as nossas reservas relativamente a todos ou a alguns candidatos, como o JMA o escreve aqui, o importante é votar para não deixar o país ao Diabo.
Por mais fashionable que possa parecer este tipo de argumentação de que são todos iguais não escrevo uma linha para esse peditório, até porque sei bem a que candidato serve este discurso!

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E já me esquecia do SIS!


Atão ele promete respeitar a Constituição e tinha o SIS a trabalhar por conta? Ou já se esqueceram do Procurador-Geral da República com escutas no Gabinete, de um agente do SIS infiltrado no movimento estudantil e de todos os outros atropelos que ainda hoje são segredo de estado?

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O Gajo está disposto a tudo!


No site da candidatura do Cavaco estive a ler o "MANIFESTO - AS MINHAS AMBIÇÕES PARA PORTUGAL"

A cada tópico deste documento apeteceu-me fazer comentários muito curtos, aqui vão:

"Reforço da qualidade da nossa democracia"
Nada como os esses dez anos de asfixia que se viveram com manifestações, greves e protestos resolvidos à bastonada.
"Aproximação aos níveis de desenvolvimento da União Europeia e de Espanha"
Diz que nesses dez anos nos aproximámos da Europa e da Espanha. À custa de quê? Do aumento do consumo permitido pelo desbaratar dos fundos comunitários. Como se gastou o dinheiro em vez de se o utilizar é que hoje nos afastamos.
"Aumento da qualificação dos recursos humanos"
Esses dez anos que de tão pacíficos nas escolas hoje já não termos problemas na educação e na formação profissional!
"Melhoria da organização do território e da qualidade ambiental e desenvolvimento cultural"
Como se durante esses dez anos se tivesse invertido a destruição da costa, o despovoamento do interior, as desafectações da RAN e da REN, como se a cultura tivesse sido um investimento.
"Construção de uma sociedade mais justa e solidária"
Tal como nesses dez anos em que apareceram os sem abrigos e em que o "modelo de sucessso" era pagar salários baixos e andar de ferrari!
"Portugal protagonista activo e credível na cena internacional"
Era tão activo e credível que nesses dez anos não passou de bom aluno. Que é como quem diz: faz o que te mandam e não abras a boca!
"Uma magistratura activa no respeito pelos poderes previstos na Constituição"
Que durante esses dez anos foi respeitada nos direitos sociais (taxas moderadoras na saúde, propinas na educação, descapitalização da Segurança Social), nos direitos políticos (bastonadas e requisições civis) e até no debate político, ou acham que chamar forças de bloqueio às instituições da República é respeitar a Constituição?

Ainda é preciso mais para se perceber que a única coisa que o move é o revanchismo e que está disposto a tudo?

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Todos os Votos Contam


Posta de Estreia! Nestas eleições, no meu entendimento, só há um objectivo: impedir que o cavaco chegue a belém. Para tal, e nas duas voltas, todos os votos contam. À primeira votem em quem vos apetecer ou quem não vos apetecer menos, desde que não seja no cavaco. Na segunda votem em quem conseguir os votos para aparecer no boletim. Mesmo que depois a pátria fique com um presidentezito, o objectivo será atingido. O cavaco terá a sua segunda e definitiva derrota.

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Quando se faz esta coisa dos blogues, sobretudo aqueles de conjuntura como este, quer-se entrar no debate de ideias e na troca de argumentos com quem está do outro lado da disputa. Contudo, circulo pela blogofera e nada, do outro lado não há nada que mereça umas linhas!
O Pulo do Lobo envolve-se em discussões aburguesadas e pouco interessantes, com aqueles que crêem ser (ou querem que sejam) os seus principais adversários - as gargantas de Soares.O Mega Cavaco é uma banal página de candidatura do professor com a sua agenda, um blog secretária. O Super Cavaco, continua na lógica dos emailes recebidos sem qualquer inter-actividade com o mundo exterior, uma Caixa de Correio com muito lixo.

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Baptista Bastos



o voto é a arma do povo


Um post avassalador, do nosso futuro companheiro de blogue, n'"o voto é a arma do povo"

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Cavaco Fora de Belém


Este blog tem vindo a ter um ritmo relativamente tranquilo de navegantes. Ignorado por uns, muito visto por outros, o Cavaco Fora de Belém tinha tido desde o dia 2 de Novembro uns parcos seiscentos visitantes.
Contudo, hoje com a citação do DN, o ritmo de visitas teve um crescimento exponencial. Esse crescimento de atenção dos prezados leitores, reforça o nosso espírito de missão na denúncia daquilo que foi e não queremos que volte a existir no nosso país - o cavaquismo.

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E se este movimento anti-cavaco saísse dos blogues e fosse para a mesma rua do professor?

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Excerto de uma entrevista ao jornal "O Diabo" (por sua vez retirada do blogue Super Mário). Vale a pena ler...um verdadeiro mimo Cavaquista!

Da Comissão de Honra de Cavaco: «No Estado Novo, a lei funcionava»

«Porque é que se ouve, com frequência, 'faz-nos falta um Salazar'?

Talvez porque nesse tempo não se gastava dinheiro loucamente e não se vivia com o luxo exagerado que muitos hoje aparentam ter. Havia mais seriedade na distribuição da riqueza nacional. Salazar foi um indivíduo notável da História de Portugal e teve, entre outros, o mérito de endireitar as contas públicas e de dar o exemplo de dignidade e modéstia. Era de uma humildade exemplar. Pagava do seu bolso o bilhete de comboio para ir para sua casa em Santa Comba Dão e o aluguer do forte de Santo António do Estoril onde passava as férias de Verão. Naquele tempo, os ministros tinham um chefe de gabinete e dos secretários. Não havia assessores. Hoje, há gabinetes ministeriais com 20 assessores, multiplicando por 20 ministérios totaliza 400 assessores, pagos à média de 1000 euros ou talvez mais. O dinheirinho é bom de gastar quando não é nosso...

O período do Estado Novo e a liderança de Salazar têm sido alvo de muitas críticas. Porquê?
As pessoas que não sabem História ainda pensam que o Estado Novo foi uma ditadura. Já tenho perguntado a juristas que digam se foi um governo de força ou de tipo proteccionista. A verdade é que foi um regime em que a lei funcionava e em que os próprios titulares dos cargos davam o exemplo da austeridade.»

Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, historiador, membro da Comissão de Honra de Cavaco Silva e, em 1995, mandatário para o distrito de Santarém da candidatura do mesmo em entrevista a «O Diabo».

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A entrevista de Cavaco ao Público deve pôr-nos, a nós fiéis anti-cavaquistas, de sobreaviso. No computo geral a entrevista corre-lhe bem, porque não é em directo e, seguramente, terá podido corrigir o texto dos inefáveis mandatários que o entrevistaram - Nuno Sá Lourenço e José Manuel Fernandes.
Cavaco consegue passar uma ideia clara, e muito sublinhada pelos cabeçalhos, que estará com o Governo de Sócrates ou com qualquer outro Governo que por aí vier. No fundo, o professor procura inverter a ideia inicial transmitida pela sua candidatura em que se defendia que o Presidente deveria ter mais poderes. É óbvio que sabendo-se que Cavaco conta com um considerável avanço nas intenções de voto, um dos seus objectivos até ao final da campanha, será o de desvalorizar estas eleições e as funções do Presidente da República para que as pessoas pensem que afinal estão a votar para um cargo meramente institucional e para que os outros candidatos não consigam dramatizar e alertar os cidadãos para o perigo de termos Cavaco Silva de regresso.
Este papel moderado e pouco interventivo, até não é muito de alguém que nunca se enganava e que raramente tinha dúvidas, por isso temos de continuar o esforço de reavivar as memórias.

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Tem a certeza, sr. Professor?


«Não me vejo a contribuir para a impopularidade de um Governo.» Cavaco Silva, Público, 21/11/2005

Anos e anos a contribuir para a impopularidade dos Governos que chefiou e agora sai-se com esta? Deixe de ser modesto, sr. Professor.

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Fora de Belém no DN


Excerto do artigo do Diário de Notícias onde há uma referência ao Cavaco Fora de Belém.

(...)Quanto aos blogues "anti", ou seja, os criados propositadamente para contrariar uma candidatura, Cavaco obtém a larguíssima pole position. Ao "Pulo do Lobo" respondeu o "Lobo com Pele de Cordeiro". O "Stop Cavaco" e o "Fora de Belém" são outros casos e, nos próximos dias, chegará o "Vivenda Mariani" (alusão à antiga casa de férias em Montechoro), animado, entre outros, pelo dirigente do Bloco de Esquerda Daniel Oliveira.(...)
in Diário de Notícias, 21 Novembro de 2005

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Pulo do Lobo


Circulo pelo Pulo do Lobo e não há nada que se comente...

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PORTUGAL: GERAÇÃO GLOBAL, crónicas de um país de merda


O portal de Cavaco Silva revala-nos personagens, que de outro modo nunca chegariamos a conhecer, já aqui dei exemplo do nosso querido Artur Casaca. PORTUGAL: GERAÇÃO GLOBAL, é uma parte do site onde alguns jovens yuppies que trabalham no mundo civilizado.

Escrevem isto:
"Todos nós fazemos parte desta Geração Global. Uma geração que vê a Globalização como uma oportunidade e não como uma ameaça. Uma geração que gosta de ser Portuguesa, encara a difícil conjuntura de frente e com confiança e que tem muitas saudades... do futuro de Portugal"

E querem dizer isto:
"Oito gajos e uma gaja. Malta fixe! Procuram gajos novos, bem sucedidos e boa aparência, com o Capital para apoiar o professor. Bazámos todos e andamos a curtir lá fora. Se és beto vem daí curtir c'a malta!"

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Não opina porque não sabe!


E esta é também a minha opinião!

Os portugueses têm opiniões sobre tudo, Cavaco (como se constatou esta semana na TVI) não tem opiniões sobre nada. Não tem opinião sobre o mandato de Sampaio. Não tem opinião sobre Sócrates. Não tem opinião sobre o orçamento. Não tem opinião sobre o regime. Não tem opinião sobre a “Europa”. Com a maior firmeza e a maior coragem, é um homem sem opiniões.
Vasco Pulido Valente, Público 18 de Novembro 2005

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National Geographic



O candidato que tem medo de si próprio



Paulo Tunha, no pulo-do-lobo, fala naquela curiosidade que o Professor não quis satisfazer. "É a curiosidade, danada, arranha, sobretudo quando se esperam milagres da sua satisfação" - diz Paulo Tunha. Cavaco, segundo o seu apoiante, preocupou-se em distinguir o essencial do acessório, em não satizfazer a curiosidade alheia, insistiu naquilo que do seu ponto de vista era o importante, isto digo eu, a economia. Mas o que disse Cavaco sobre economia? Não lhes bastará a declaração da insuspeita (neste caso) Constança Cunha e Sá sobre a entrevista ao professor" Por mais finca pé que fizesse» não deu para «obter respostas para algumas das perguntas" - 24Horas.

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Bichos Carpinteiros


A Joana Amaral Dias desde que foi anunciada como Mandatária da Candidatura de Mário Soares tem vindo a ser bombardeada com uma verborreia de insultos e comentários, por qualquer post que escreva. Poder-se-ia pensar que seria um tradicional ódio contra-poder, contudo no mesmo blog, JAD, coabita com José Medeiros Ferreira e Mário Bettencourt Resendes, personagens "bem mais públicas" e melhor relacionados com os poderes públicos. Nos comentários é um desfilar de anónimos que demonstram todo o seu ódio pela blogger.
Para mim há só uma explicação, é a tristeza dum país serôdio que vê com maus olhos que uma mulher tenha posições políticas, que as assuma e que lute por elas. O modelo ainda vigente, na cabeça destes anónimos rapados que por lá escrevem, é a da mulher cujo seu fado é permanecer calada e... possivelmente em casa.

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O voto de Sócrates



Depois da entrevista de Cavaco é clara a sua convergência com Sócrates.

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Cavaco e o medo de si próprio


Ontem foi o dia em que Cavaco voltou à televisão sem ser por imagens de arquivo.
Foi confrangedor ver a forma como o professor se procurava esgueirar às perguntas mais objectivas, sobre a forma como entendia as funções de Presidente da República. A amiga Constança Cunha e Sá, ainda tentou franzir-lhe o sobrolho para que dissesse pelo menos uma coisa que faria diferente de Sampaio, mas o professor assustado com as suas próprias ideias e maneira de ser, refugiou-se no respeito que tem ao Presidente da Repúblicapara não emitir opinião sobre os assuntos. Durante a campanha, Cavaco é quem tem mais medo de si próprio.

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Baleado no 'buzinão' de 1994 pede contas ao Estado - Céu Neves


Seguindo os caminhos que o Stop Cavaco nos propõe encontrei este texto do DN de hoje:

O julgamento do caso de Luís Miguel, o jovem baleado no "buzinão" da Ponte 25 de Abril, a 25 de Junho de 1994, começa hoje, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.O jovem pede uma indemnização de 225 mil euros ao Estado. No processo-crime que precedeu o processo cível cujo início está marcado para hoje, concluiu-se que houve disparos de balas reais, mas foi impossível provar que um polícia o alvejou. O caso foi arquivado e o jovem está paraplégico."Tenho fé e espero que, ao fim de 11 anos e meio, se faça justiça", diz Isidoro Augusto, a primeira testemunha a ser ouvida. É o padrinho de Luís Miguel e em casa de quem este vive. O rapaz está numa cadeira de rodas, recebe uma pensão de 250 euros mensais e dedica-se à informática e às artes plásticas.Os protestos da Ponte 25 de Abril a 24 de Junho de 1994 têm em Luís Miguel Figueiredo a principal vítima. O rapaz, então com 18 anos, e as notícias sobre o bloqueio contra o aumento de 50% da portagem, aguçaram-lhe a curiosidade, levando-o já de madrugada ao tabuleiro da ponte, onde se encontravam os populares.Às bastonadas da GNR, seguiram-se os tiros da PSP. Faltavam 14 minutos para as 04.00 quando uma bala entrou pelo lado esquerdo do tórax de Luís Miguel, perfurou um pulmão e danificou a quarta vértebra dorsal, comprometendo a medula. O jovem trabalhava na construção civil e nunca mais conseguiu deixar a cadeira de rodas, apesar dos muitos tratamentos, alguns dos quais na China.Responsabilidades. Na altura dos confrontos, os comandos da PSP e o então ministro da Administração Interna, Dias Loureiro, garantiram que não haviam sido utilizadas balas verdadeiras e que os polícias tinham disparado para o ar. O jovem apresentou um processo-crime contra a autoridade policial. No tribunal ficou provado que as balas eram reais, mas não se conseguiu encontrar o autor dos disparos, tendo o caso sido arquivado em finais de 2003. O advogado de Luís Miguel, Tiago Crisóstomo Teixeira, da sociedade de João Nabais, recorreu para o tribunal cível a pedir uma indemnização. Um ano e meio depois, após vários adiamentos por falta de comparência de algumas testemunhas, a sessão inaugural do julgamento está marcada para hoje. A manifestação contra o aumento das portagens ficou registada como um dos maiores movimento de desobediência civil desde o 25 de Abril.

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1994 | O cavaquismo


O cavaquismo caracteriza-se não só por opções políticas ou económicas mas também como formas de relacionamento, através da comunicação social, com as pessoas em geral - a frieza, a mentira, a arrogância, o silêncio ou a tentativa de ocultação das situações mais embaraçosas.
Recordo, neste capítulo das minhas memórias do que foi o cavaquismo, a proliferação de casos de polícia, ora ocultados ora desvalorizados pelos agentes do poder e designadamente por Dias Loureiro eterno tropa de choque de Cavaco.
A 30 de Junho de 1994 o Público dava destaque a uma série de histórias de violência policial, nunca averiguadas ou pelo menos sempre sem conclusões. Das balas de borracha disparadas para o ar (Dias Loureiro) que na ponte 25 de Abril, tornaram paraplégico o Luís Miguel (18 anos). O caso de Romão Monteiro (31 anos) cidadão de etnia cigana e alegadamente morto (na primeira versão oficial ter-se-ia suicidado) na esquadra de Matosinhos da PSP. A baladisparada por um agente da PSP numa festa do PS em Ponta Delgada, que matou João Paulo Aguiar (16 anos), e que da respectiva investigação foram identificados os dois agentes que dispararão as balas, mas que foram absolvidos por nunca se ter encontrado o projéctil. A estória de Armindo Reis Tomás (40 anos) casado e com uma filha de 10 anos, baleado enquanto conduzia o seu automóvel por um soldado da Guarda Fiscal, que foi apenas acusado de homicídio por negligência e remetido para um tribunal militar, que nem sequer permitiu à viúva da vítima constituir advogado de acusação. A situação de Alexandre Luís Garvanita (19 anos) estudante universitário abordado nas ruas de Setúbal por um agente da PSP e sem qualquer razão aparente levado para a esquadra, espancado e apelidado de porco angolano e preto abrilhantado por um volta para o teu país, da qual resultou em tribunal o pagamento de 150 contos e umas quantas penas suspensas para os intervenientes. Por último o caso de Paulo Portugal, talhante da Charneca da Caparica, que por contestar uma multa foi espancado, arrastado pelos cabelos, humilhado e metido numa prisão durante uma noite, tendo ficado com traumatismos no crânio e tórax, equimoses nos braços, costas e sobretudo no rosto alegadamente provocadas pelos seis agentes acusados.
Mas estes eram só os casos que o Público do dia 30 de Junho de 2004 relatava. Uma leitura mais detalhada, obrigar-nos-ia a reler os inúmeros casos, que a Amnistia Internacional ia descrevendo nos seus relatórios anuais sobre Portugal,e que contavam com o silêncio colaborante dos governantes e de Cavaco.

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Quem não sabe...a mais não é obrigado


"O candidato do PSD à Presidência da República, Cavaco Silva, afirmou este domingo em Viseu, durante mais um dia de pré-campanha, que não irá responder à letra aos seus adversários, acrescentando que não mudará de «tom»" in Diário Digital, 13 Novembro 2005

No entanto, o Prof. Cavaco esquece-se que já não estamos nos anos oitenta, os portugueses mudaram são mais curiosos e gostam de saber o que pensa quem quer mandar neles. Se o homem já está assim agora, imaginem quando começar a descer nas sondagens....amua, e não fala mais até lhe darem a vitória...

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Legado do Cavaco


Este é o meu primeiro texto no blog e começo por tentar descrever para mim qual o principal legado deste senhor como primeiro ministro.

Para mim claramente são estes alguns dos pontos mais importantes:

a) criou imensas estradas mal feitas e assassinas. e ainda por cima criou um apetite idiota e artificialmente empolado pelas mesmas;

b) com este senhor no governo, o chavão "novo rico" ganha toda uma dimensão social e cultural verdadeiramente impensável. quem ainda hoje não vê esses jipes nas ruas das cidades? quem não vê a falta de senso comum aliada à falta de noção de bem comum.

estas aliás são algumas das coisas que me fazem emigrar para Amsterdão.

é para mim sufocante ver a fuçanguisse que muitas pessoas conseguem fazer só para ficarem bem (mal) nas situações... até me lembrei agora de um texto muito antigo do MEC (Miguel Esteves Cardoso), sobre os estúpidos ou eu diria cretinos.

para mim em termos de marca negativa neste Portugal é muito importante, e aliado à aparente personalidade obsessiva e obstinada de ACS.

e não podia deixar de deixar algumas palavras de um dos candidatos de esquerda (Mário Soares), que já o terá dito por outras palavras e noutras situações: "Salazar resolveu o problema do défice em Portugal, mas o país, em termos de desenvolvimento, parou nos 48 anos em que ele esteve a governar".

por hoje é tudo.

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Cavaco falou e disse:



Artur Casaca apoia Cavaco





Debates segundo Pacheco Pereira




Caríssimos colegas de blog, em virtude de não ter guardado o email de todos, aqui fica de um forma pública, a minha vontade de partir para o combate nesta estrada (leia-se blog). Agora que pelo menos temos um interlocutor do outro lado do pulo-do-lobo - ainda que não seja lui même.

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Não se conhecendo nenhuma opinião do professor para comentar...

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Uma coisa para animar



O Desaparecido


O silêncio de Cavaco até nos tem amolecido o blog. Aguarda-se que alguém publique as imagens de Cavaco a subir a um coqueiro e a cuspir Bolo-Rei aos jornalistas.

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Onde anda Cavaco?





...e já agora o que pensa, o que faz, onde anda a sua pré-campanha???? Será que ele pensa que já venceu??? Olhe que não, Professor, olhe que não....

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"(...) porque Cavaco simboliza aquilo que mais náuseas me provoca: a banalização de tudo, o sucesso ranhoso e vazio, o atropelo dos valores e das pessoas, o autoritarismo descabelado, a demagogia, o nacional-carreirismo e os favores, a aldrabice e a cunha, a indiferença, o elogio da pirosice, a ignorância e a escandalosa nulidade cultural, etc, etc..."
Al berto, "NEM MAIS - jornal do movimento de jovens apoiantes incondicionais de sampaio", 1995

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1995 | O traidor e a sua estratégia pessoal
Em 1995 Cavaco Silva anuncia, após um longo tabu, que não se recandidataria à liderança do PSD porque, dizia querer estar mais tempo com a família. Durante a campanha de 1995 o seu "amigo" Fernando Nogueira, candidato do PSD a primeiro ministro, anuncia que o professor se candidataria à Presidência da República. O professor que um dia havia dito que nunca tinha dúvidas e que raramente se enganava, imediatamente lhe puxa o tapete, em plena campanha, desmentindo-o naquilo que mais tarde se revelaria verdade. Nove meses após ter declarado que queria reservar mais tempo à família o "professor que nunca foi político" lançava-se para mais um voo.

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1985 | O ano da primeira traição
Cavaco, desempenhou o seu primeiro cargo no Governo, como Ministro das Finanças, em 1982 (há 23 anos) depois foram treze anos no Governo! Contudo, em 1985, já como lider do PSD dá-se uma das batalhas históricas da nossa curta democracia: as Eleições Presidênciais que oposeram na 2ª volta Freitas do Amaral a Mário Soares. Cavaco, após a derrota de Freitas que nunca assumiu como sua, deixou-o completamente sózinho. Sabe-se hoje que aquela campanha foi das mais caras, e que Freitas a pagou durante anos.

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Tudo dito!


“O prof. Cavaco Silva é um
génio da banalidade.”
JOSÉ SARAMAGO
SIC Notícias, 03-11-05

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Quantos são? Quantos são?



Os apoios à candidatura do Professor não param de ser conhecidos. Desta vez é aquele Major lá do Norte, conhecido por receber os jornalistas à porta de casa usando um belo roupão!

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1 de Outubro de 1995 | A primeira derrota eleitoral de Cavaco
"Portugal acorda hoje como um país muito diferente", assim começava o editorial do "Público" do dia 2 de Outubro, escrito pelo seu director Vicente Jorge Silva, mais tarde deputado do PS e Blogger do Causa Nossa. Na primeira pasta, o "Público" desenhava a nova configuração da Assembleia da República na qual PS e PCP/PEV, com quatro deputados ainda por apurar, somavam 55,75% dos votos.
O PS, em comparação com os resultados de 1991, tinha mais 900 mil votos e não chegava à maioria absoluta, o PSD (de Fernando Nogueira) perdia quase um milhão de votos e o PP tinha um resultado histórico à custa do PSD passando a ser a terceira força em número de votos (mais 250 mil). O PCP-PEV não sofria tanto com o voto útil no PS como as sondagens haviam prognosticado, mas continuava a descida em número de votantes (menos 1000) e deputados (menos 2 deputados). O PSR, ao contrário do que diziam as sondagens, inclusivamente, as da noite eleitoral, não elegia mais uma vez, Francisco Louçã, perdendo quase metade dos seus votantes (menos 30 mil votos).
Era há dez anos, e na TSF os resultados iam sendo comentados por Teresa Sousa, Carlos Magno e Marcelo Rebelo de Sousa. Foi aquele famoso ano em que a SIC se adiantou a todos, revelando às 18h24 ainda com o acto eleitoral a decorrer, que Guterres havia ganho.
No dia 2 de Outubro acordávamos mais livres. Cavaco embora se tivesse escondido por trás de um tabú, tinha perdido pela primeira vez.
No PSD começava o tiroteio em que se pedia a cabeça de Fernando Nogueira e, Durão Barroso, apelava à candidatura de Cavaco à Presidência da República. Um actor, daqueles que dez anos depois nunca mais ouvimos falar - Ribeiro da Silva, preidente da distrital de Braga do PSD de acordo com o Público "íntimo de Eurico de Melo", colocava-se ao lado do líder, dizendo "Tenho umas coisas a dizer ao prof. Cavaco Silva, mas vou dizê-las a sós". Já então Cavaco havia prejudicado o seu partido em prol da sua estratégia pessoal.

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O dia mais longo de Dias Loureiro | Re-mataria
Passavam poucos minutos das cinco da manhã quando o telefone tocou. Do outro lado, um comandante da GNR avisava que a Ponte 25 de Abril estava bloqueada. Centenas de cidadãos barricaram-se em protesto pelo aumento das portagens. Dias Loureiro, na altura Ministro da Administração Interna, começava assim o dia mais longo da sua vida profissional. «Foram momentos dramáticos. É complicado tomar a decisão de avançar com a força, nunca se sabe o que vai acontecer. Foi, sem sombra de dúvida, o dia mais difícil da minha carreira» assegura o homem que, há 12 anos, enfrentou o bloqueio da ponte. E que hoje, garante, «faria tudo igual».
O então ministro de Cavaco Silva passou grande parte desse dia 21 de Junho de 1994 «sozinho». Entrou no gabinete às seis da manhã e ordenou que se mobilizasse um camião grua, o único meio capaz de retirar os camiões da ponte. «Mas a grua estava em Tancos e era impossível chegar antes das 15 horas». Entretanto, as filas de trânsito atingiam dimensões históricas, milhares de pessoas estavam impedidas de chegar ou sair da capital. E o primeiro-ministro estava fora do país. «Convidei outro ministro(*) para me acompanhar numa visita ao local, mas ele não aceitou», lembra Dias Loureiro, que aterrou no largo das portagens por volta das 10 horas. «Deixei claro que o Governo não ia conversar, queriamos a ponte desimpedida». Mas ninguém arredou pé. O ministro voltou para o ministério. «Foi a fase mais complicada do dia. Proibi que me dessem notícias para que o ruído não interferisse na minha decisão». Antes de avançar, falou com o Presidente da República, mas Mário Soares defendeu o direito à indignação. «A sua posição isolou-me», diz.
Acabaram por sair a mal. «Por volta das três da tarde, actuámos mesmo e as coisas compuseram-se», é como Dias Loureiro resume os confrontos entre manifestantes e polícia. No final, um rapaz ficou paraplégico, mas «as coisas podiam ter sido mais graves». Quando chegou a casa, Dias Loureiro tomou um banho e deitou-se, «com a sensação de que tinha feito aquilo que devia fazer», remata.

(*) Ferreira do Amaral

in Público, Suplemento DIAD, 31.10.2005

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Havana, CUBA - Setembro de 1963, ENCONTRO DE ESTUDANTES DE ARQUITECTURA DA UNIÃO INTERNACIONAL DOS ARQUITECTOS | Sobre o Ser Político

"O arquitecto, como todo o profissional, é um homem e está dentro da sociedade. Pode reunir-se em organismos internacionais apolíticos - e é correcto que assim seja - para manter a convivência e a coexistência pacífica, mas dizer como homem que se é apolítico, é coisa que não entendo.
Ser apolítico é estar de costas para todos os movimentos do mundo, estar de costas para quem vai ser presidente ou mandatário da nação de que se trate, é estar de costas para a construção da sociedade, ou para a luta para que a nova sociedade para que se aponta não surja. Em qualquer dos casos é-se político. Um homem na sociedade moderna é político por natureza."

CHE GUEVARA, Ernesto (1964), "Hasta Siempre - Obras Escolhidas", Hugin Editores, Janeiro de 1998.

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Quem somos?

    Fazemos parte de uma geração que nasceu politicamente com Cavaco Silva como Primeiro-Ministro. Organizámos e participámos em manifestações, vigílias e reuniões por um mundo que sabíamos não dever ser dominado por um gestor iluminado que com discursos de rigor escondia o desenhar da crise em que continuamos a viver. Porque temos memória, não esquecemos Cavaco, tal como não esquecemos os seus ministros. Não esquecemos as violentas cargas polícias sofridas, pelas escadarias da Assembleia da República e dentro das Universidades. Não esquecemos o spot da TSF que, da ponte 25 de Abril, lançava o grito para que "gajos ricos, gajos pobres"; se juntassem. Não esquecemos os políticos que Cavaco formou e que o continuaram; Durão Barroso, Santana Lopes, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Alberto João Jardim. Não esquecemos em Cavaco, o contínuo desrespeito por tudo o que era cultura, arte ou memória. E também não esquecemos aquele dia em que Cavaco perdeu e que nos deixou reentrarmo-nos em torno das nossas vidas. Fomos desobedientes naquela altura e agora torna a ser necessário voltar a sê-lo!

    Ana
    Carlos Guedes [G.]
    Filipe Gil
    João Miguel Almeida
    João Paulo Saraiva
    Nuno Espadinha
    Tiago Mota Saraiva
    Z. N.

Centro de Estudos do Cavaquismo

    Quem faz uma procura na Internet sobre os anos em que este país viveu sob a égide de Cavaco, encontra muito pouca informação, quase nada. O Cavaco Fora de Belém é um blogue que pretende reavivar as memórias do que foi esse período negro da história de Portugal. Para tal propomo-nos recolher relatos, documentos, arquivos, imagens ou videos em formato digital, que nos permitam construir a história desse período e colocá-la online. Os vossos contributos, vindo directamente das caves e dos sotãos da história, podem ser enviados para este email: cavacoforabelem (@) gmail | com

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