A entrevista de Cavaco ao Público


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A entrevista de Cavaco ao Público deve pôr-nos, a nós fiéis anti-cavaquistas, de sobreaviso. No computo geral a entrevista corre-lhe bem, porque não é em directo e, seguramente, terá podido corrigir o texto dos inefáveis mandatários que o entrevistaram - Nuno Sá Lourenço e José Manuel Fernandes.
Cavaco consegue passar uma ideia clara, e muito sublinhada pelos cabeçalhos, que estará com o Governo de Sócrates ou com qualquer outro Governo que por aí vier. No fundo, o professor procura inverter a ideia inicial transmitida pela sua candidatura em que se defendia que o Presidente deveria ter mais poderes. É óbvio que sabendo-se que Cavaco conta com um considerável avanço nas intenções de voto, um dos seus objectivos até ao final da campanha, será o de desvalorizar estas eleições e as funções do Presidente da República para que as pessoas pensem que afinal estão a votar para um cargo meramente institucional e para que os outros candidatos não consigam dramatizar e alertar os cidadãos para o perigo de termos Cavaco Silva de regresso.
Este papel moderado e pouco interventivo, até não é muito de alguém que nunca se enganava e que raramente tinha dúvidas, por isso temos de continuar o esforço de reavivar as memórias.


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Quem somos?

    Fazemos parte de uma geração que nasceu politicamente com Cavaco Silva como Primeiro-Ministro. Organizámos e participámos em manifestações, vigílias e reuniões por um mundo que sabíamos não dever ser dominado por um gestor iluminado que com discursos de rigor escondia o desenhar da crise em que continuamos a viver. Porque temos memória, não esquecemos Cavaco, tal como não esquecemos os seus ministros. Não esquecemos as violentas cargas polícias sofridas, pelas escadarias da Assembleia da República e dentro das Universidades. Não esquecemos o spot da TSF que, da ponte 25 de Abril, lançava o grito para que "gajos ricos, gajos pobres"; se juntassem. Não esquecemos os políticos que Cavaco formou e que o continuaram; Durão Barroso, Santana Lopes, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Alberto João Jardim. Não esquecemos em Cavaco, o contínuo desrespeito por tudo o que era cultura, arte ou memória. E também não esquecemos aquele dia em que Cavaco perdeu e que nos deixou reentrarmo-nos em torno das nossas vidas. Fomos desobedientes naquela altura e agora torna a ser necessário voltar a sê-lo!

    Ana
    Carlos Guedes [G.]
    Filipe Gil
    João Miguel Almeida
    João Paulo Saraiva
    Nuno Espadinha
    Tiago Mota Saraiva
    Z. N.

Centro de Estudos do Cavaquismo

    Quem faz uma procura na Internet sobre os anos em que este país viveu sob a égide de Cavaco, encontra muito pouca informação, quase nada. O Cavaco Fora de Belém é um blogue que pretende reavivar as memórias do que foi esse período negro da história de Portugal. Para tal propomo-nos recolher relatos, documentos, arquivos, imagens ou videos em formato digital, que nos permitam construir a história desse período e colocá-la online. Os vossos contributos, vindo directamente das caves e dos sotãos da história, podem ser enviados para este email: cavacoforabelem (@) gmail | com

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