Baleado no 'buzinão' de 1994 pede contas ao Estado - Céu Neves


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Seguindo os caminhos que o Stop Cavaco nos propõe encontrei este texto do DN de hoje:

O julgamento do caso de Luís Miguel, o jovem baleado no "buzinão" da Ponte 25 de Abril, a 25 de Junho de 1994, começa hoje, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.O jovem pede uma indemnização de 225 mil euros ao Estado. No processo-crime que precedeu o processo cível cujo início está marcado para hoje, concluiu-se que houve disparos de balas reais, mas foi impossível provar que um polícia o alvejou. O caso foi arquivado e o jovem está paraplégico."Tenho fé e espero que, ao fim de 11 anos e meio, se faça justiça", diz Isidoro Augusto, a primeira testemunha a ser ouvida. É o padrinho de Luís Miguel e em casa de quem este vive. O rapaz está numa cadeira de rodas, recebe uma pensão de 250 euros mensais e dedica-se à informática e às artes plásticas.Os protestos da Ponte 25 de Abril a 24 de Junho de 1994 têm em Luís Miguel Figueiredo a principal vítima. O rapaz, então com 18 anos, e as notícias sobre o bloqueio contra o aumento de 50% da portagem, aguçaram-lhe a curiosidade, levando-o já de madrugada ao tabuleiro da ponte, onde se encontravam os populares.Às bastonadas da GNR, seguiram-se os tiros da PSP. Faltavam 14 minutos para as 04.00 quando uma bala entrou pelo lado esquerdo do tórax de Luís Miguel, perfurou um pulmão e danificou a quarta vértebra dorsal, comprometendo a medula. O jovem trabalhava na construção civil e nunca mais conseguiu deixar a cadeira de rodas, apesar dos muitos tratamentos, alguns dos quais na China.Responsabilidades. Na altura dos confrontos, os comandos da PSP e o então ministro da Administração Interna, Dias Loureiro, garantiram que não haviam sido utilizadas balas verdadeiras e que os polícias tinham disparado para o ar. O jovem apresentou um processo-crime contra a autoridade policial. No tribunal ficou provado que as balas eram reais, mas não se conseguiu encontrar o autor dos disparos, tendo o caso sido arquivado em finais de 2003. O advogado de Luís Miguel, Tiago Crisóstomo Teixeira, da sociedade de João Nabais, recorreu para o tribunal cível a pedir uma indemnização. Um ano e meio depois, após vários adiamentos por falta de comparência de algumas testemunhas, a sessão inaugural do julgamento está marcada para hoje. A manifestação contra o aumento das portagens ficou registada como um dos maiores movimento de desobediência civil desde o 25 de Abril.

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1 Responses to "Baleado no 'buzinão' de 1994 pede contas ao Estado - Céu Neves"

  1. Blogger Arrebenta 

    http://great-portuguese-disaster.blogspot.com/

    Metadiálogos de Boliqueime (X)

    -- Ó, avó, por que é que o avô, quando era o homem mais importante de Portugal, andava sempre de um lado para o outro, num carro blindado?...

    (Silêncio. Maria, Modesta e Modista, põe o seu tom de Cinderela compungida, e avança)

    -- ... querido... Onde é que tu ouviste isso?...

    -- Vó..., foi a minha professora..., lá no colégio, que disse!...

    -- Será que essa professora não se cala nunca!!!???...

    -- Ó, vó, mas é verdade que o avô andava sempre num carro à prova de bala, e que mais nenhum político antes dele, tinha andado em Portugal num carro à prova de bala?...

    -- Meu fofinho, o vovô andava sempre num carro blindado, para evitar que o povo, sempre que o via, se agarrasse a ele, a dar muitos abraços, e beijinhos. Tu não querias que o avô, quando chegasse a casa, viesse cheio de dentadas, de chupões, de nódoas negras, com bocados a menos, enfim, aquelas provas todas que dão aqueles que realmente amam, pois não?...

    (cai o pano, por acaso, com bainhas feitas pela própria Maria)

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Quem somos?

    Fazemos parte de uma geração que nasceu politicamente com Cavaco Silva como Primeiro-Ministro. Organizámos e participámos em manifestações, vigílias e reuniões por um mundo que sabíamos não dever ser dominado por um gestor iluminado que com discursos de rigor escondia o desenhar da crise em que continuamos a viver. Porque temos memória, não esquecemos Cavaco, tal como não esquecemos os seus ministros. Não esquecemos as violentas cargas polícias sofridas, pelas escadarias da Assembleia da República e dentro das Universidades. Não esquecemos o spot da TSF que, da ponte 25 de Abril, lançava o grito para que "gajos ricos, gajos pobres"; se juntassem. Não esquecemos os políticos que Cavaco formou e que o continuaram; Durão Barroso, Santana Lopes, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Alberto João Jardim. Não esquecemos em Cavaco, o contínuo desrespeito por tudo o que era cultura, arte ou memória. E também não esquecemos aquele dia em que Cavaco perdeu e que nos deixou reentrarmo-nos em torno das nossas vidas. Fomos desobedientes naquela altura e agora torna a ser necessário voltar a sê-lo!

    Ana
    Carlos Guedes [G.]
    Filipe Gil
    João Miguel Almeida
    João Paulo Saraiva
    Nuno Espadinha
    Tiago Mota Saraiva
    Z. N.

Centro de Estudos do Cavaquismo

    Quem faz uma procura na Internet sobre os anos em que este país viveu sob a égide de Cavaco, encontra muito pouca informação, quase nada. O Cavaco Fora de Belém é um blogue que pretende reavivar as memórias do que foi esse período negro da história de Portugal. Para tal propomo-nos recolher relatos, documentos, arquivos, imagens ou videos em formato digital, que nos permitam construir a história desse período e colocá-la online. Os vossos contributos, vindo directamente das caves e dos sotãos da história, podem ser enviados para este email: cavacoforabelem (@) gmail | com

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