Cavaco no Gaffenistão e outras desgraças


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Quem tiver estado atento ao debate de ontem entre Louçã e Cavaco há-de ter reparado que o ex-Primeiro Ministro disse, a dado momento da segunda parte, esta coisa estupenda:"É preciso não esquecer que o ditador iraquiano violou 12 resoluções da ONU em dez anos e invadiu dois países: o Irão e o Iraque".Faz sentido: Saddam deve ter invadido o Irão só para poder voltar atrás e invadir o próprio Iraque de onde saíra.Dir-se-á: é uma maldade notar estas coisas. Pelo contrário. É um acto de justiça, quando sabemos desde o início desta campanha que as gaffes não nascem todas iguais em dignidade mediática, com as tantas de Cavaco sempre tão desprezadas pela imprensa. Aqui fica então o aperitivo para o muito que apetece dizer sobre o pavoroso desempenho de Cavaco Silva no debate de ontem com Francisco Louçã. Desde logo isto: jamais se registara nos anais da política portuguesa um adulto ser chamado, na cara, de "pequeno político" e esquivar-se cobardemente a responder. Cavaco é tão lastimável que às vezes acho que nem os cavaquistas o merecem.

Rui Tavares, retirado do Super-Mário

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1 Responses to "Cavaco no Gaffenistão e outras desgraças"

  1. Anonymous luís barbosa 

    e eu a pensar que tinha ouvido mal.....
    mas de um candidato com tão baixo nível intelectual...não é de esperar melhor....
    e, além disso, as cassetes estão ultrapassadas.....

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Quem somos?

    Fazemos parte de uma geração que nasceu politicamente com Cavaco Silva como Primeiro-Ministro. Organizámos e participámos em manifestações, vigílias e reuniões por um mundo que sabíamos não dever ser dominado por um gestor iluminado que com discursos de rigor escondia o desenhar da crise em que continuamos a viver. Porque temos memória, não esquecemos Cavaco, tal como não esquecemos os seus ministros. Não esquecemos as violentas cargas polícias sofridas, pelas escadarias da Assembleia da República e dentro das Universidades. Não esquecemos o spot da TSF que, da ponte 25 de Abril, lançava o grito para que "gajos ricos, gajos pobres"; se juntassem. Não esquecemos os políticos que Cavaco formou e que o continuaram; Durão Barroso, Santana Lopes, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Alberto João Jardim. Não esquecemos em Cavaco, o contínuo desrespeito por tudo o que era cultura, arte ou memória. E também não esquecemos aquele dia em que Cavaco perdeu e que nos deixou reentrarmo-nos em torno das nossas vidas. Fomos desobedientes naquela altura e agora torna a ser necessário voltar a sê-lo!

    Ana
    Carlos Guedes [G.]
    Filipe Gil
    João Miguel Almeida
    João Paulo Saraiva
    Nuno Espadinha
    Tiago Mota Saraiva
    Z. N.

Centro de Estudos do Cavaquismo

    Quem faz uma procura na Internet sobre os anos em que este país viveu sob a égide de Cavaco, encontra muito pouca informação, quase nada. O Cavaco Fora de Belém é um blogue que pretende reavivar as memórias do que foi esse período negro da história de Portugal. Para tal propomo-nos recolher relatos, documentos, arquivos, imagens ou videos em formato digital, que nos permitam construir a história desse período e colocá-la online. Os vossos contributos, vindo directamente das caves e dos sotãos da história, podem ser enviados para este email: cavacoforabelem (@) gmail | com

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