Propaganda Cavaquista: a menina Kátia.


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A máquina de Propaganda Cavaquista a funcionar nos media portugueses. Incrível:

Kátia Guerreiro, a «primeira-dama» da campanha de Cavaco

Sempre ao lado de Cavaco Silva, a fadista Kátia Guerreiro já ultrapassou o papel de mandatária para a juventude, conquistando o estatuto de «primeira-dama» da campanha do candidato presidencial.
Sem falhar uma acção, sempre sorridente, a fadista distribui panfletos na rua, chama a atenção para as pessoas que das janelas querem cumprimentar o candidato e até segura no microfone dos jornalistas que não conseguem «furar» para ouvir as declarações do «professor», a forma como sempre se refere a Aníbal Cavaco Silva.
Mas é à noite, quando em todos os jantares recebe o candidato cantando ao vivo o hino «Portugal Maior», que Kátia Guerreiro se destaca como uma das principais figuras da campanha.
«Fui eu que me disponibilizei para cantar em todos os jantares o hino ao vivo. Já que estou cá, senão até parecia que nem sabia o hino», explicou Kátia Guerreiro, em declarações à Agência Lusa.
Quando vêem a fadista subir ao palco e começar a definir o que é fazer «Portugal Maior» - «É romper a bruma/abrir o dia/é rasgar o medo/é fazer melhor» - os apoiantes já sabem que faltam poucos minutos para o antigo primeiro-ministro entrar na sala.
Nas noites mais sincronizadas, a chegada de Cavaco Silva ao palco coincide com o final do hino e os dois cantam o refrão final já de mãos unidas.
«O professor é um homem de afectos, mas muito reservado. Quando ele chega acima do palco e me dá um abraço ou me agarra na mão é pela emoção que está a sentir», explica.
A fadista e médica oftalmologista, que conhece Cavaco Silva há cerca de dois anos, não teme que a colagem a um político possa prejudicar a sua carreira.
«É uma coisa transitória. Depois de dia 22 regresso à minha vida normal», diz, acrescentando que tem tido algum cuidado na sua «exposição política».
«Eu não sou política, não posso começar agora a atacar os outros candidatos», justifica.
Talvez por essa razão, desde que foi apresentada como mandatária da juventude e até agora, os discursos que fez contam-se pelos dedos de uma mão, e limitam-se a enumerar as qualidades humanas de Aníbal Cavaco Silva.
No entanto, Kátia Guerreiro poderá, no decorrer da campanha, vir a ter acções paralelas, sem a presença do candidato, organizadas pelas juventudes locais.
Na rua, é reconhecida por alguns pela sua actividade de fadista e está contente com a notoriedade do hino de campanha, com a letra do histórico do PSD Dias Loureiro e musica de Francisco Proença de Carvalho, filho do advogado próximo da área social-democrata.
«Já toda a gente canta o hino, nem que seja quando chega a parte do "Portugal Maior". Mesmo quem não vem às acções de campanha, conhece o hino», congratula-se Kátia Guerreiro.
De facto, o hino é a única música de fundo de todas as acções de campanha de Cavaco Silva, repetido até à exaustão durante todo o tempo que duram os almoços e jantares.
Sobre as razões que levaram o candidato apoiado por PSD e CDS- PP a escolhê-la, Kátia Guerreiro, que se assume como independente, diz que apenas pode adivinhá-las.
«O professor admira muito o que tem ouvido falar de mim.
Quando se alia a pessoas de sucesso, ele próprio sabe o que batalhou para chegar onde chegou», diz.
Se Cavaco Silva for o próximo Presidente da República, Kátia garante que não «espera nada», mas não fecha a porta a novas colaborações.
«Tudo aquilo que o professor precisar de mim, estou sempre disponível», afirmou.
Diário Digital / Lusa

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1 Responses to "Propaganda Cavaquista: a menina Kátia."

  1. Anonymous Anónimo 

    Está disponível, para o Prof. Moreia?
    Arre! Só de imaginar que alguém beija aquela boca, até me dá uma volta no estomâgo!

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Quem somos?

    Fazemos parte de uma geração que nasceu politicamente com Cavaco Silva como Primeiro-Ministro. Organizámos e participámos em manifestações, vigílias e reuniões por um mundo que sabíamos não dever ser dominado por um gestor iluminado que com discursos de rigor escondia o desenhar da crise em que continuamos a viver. Porque temos memória, não esquecemos Cavaco, tal como não esquecemos os seus ministros. Não esquecemos as violentas cargas polícias sofridas, pelas escadarias da Assembleia da República e dentro das Universidades. Não esquecemos o spot da TSF que, da ponte 25 de Abril, lançava o grito para que "gajos ricos, gajos pobres"; se juntassem. Não esquecemos os políticos que Cavaco formou e que o continuaram; Durão Barroso, Santana Lopes, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Alberto João Jardim. Não esquecemos em Cavaco, o contínuo desrespeito por tudo o que era cultura, arte ou memória. E também não esquecemos aquele dia em que Cavaco perdeu e que nos deixou reentrarmo-nos em torno das nossas vidas. Fomos desobedientes naquela altura e agora torna a ser necessário voltar a sê-lo!

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