25 de Novembro de 1993 | Marcha em silêncio contra a violência


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Já houve vários postes sobre a manifestação de dia 24 de Novembro de 1993, destaco o texto do Carlos, quando uns poucos milhares de estudantes universitários foram espancados pela polícia de Dias Loureiro.
No dia seguinte, cerca de dois milhares e meio de manifestantes de acordo com o "Público" concentraram-se, sem cartazes e em silêncio, em frente à Assembleia da República. Na escrita de Ana Henriques (PÚBLICO 26/11/93) era um silêncio "inacreditável", "uma massa estudantil muda" a "acenar com guardanapos de papel brancos".
Percorria-nos uma onda de choque, um sentimento de terror e uma incrível vontade de chorar perante a prepotência de um Estado policial. As imagens do massacre de Sta. Cruz, da Praça de Tianamen e do dia anterior, circulavam-nos na cabeça. Mas a onda de solidariedade era fantástica, para a semana seguinte já se anunciavam novas manifestações e greves, e naquele dia tinham sido várias as faculdades a fechar. Os dirigentes associativos de então dirigiam uma carta a Cavaco, em que se afirmava que "algo de errado se passa com a postura do Governo". Cavaco não respondia, aliás Cavaco nunca respondia.
Mário Soares, então Presidente da República, "não querendo incendiar o país" manifestava-se "preocupado" declarando "ir pedir explicações ao primeiro-ministro" (PÚBLICO 26/11/93). Por sua vez o então Presidente da Assembleia da República, Barbosa de Melo (deputado do PSD), também afirmava ter ficado muito preocupado com os acontecimentos e que tinha pedido esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna.


1 Responses to "25 de Novembro de 1993 | Marcha em silêncio contra a violência"

  1. Blogger Pedro Sá 

    E o SIS sempre a espreitar...

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Quem somos?

    Fazemos parte de uma geração que nasceu politicamente com Cavaco Silva como Primeiro-Ministro. Organizámos e participámos em manifestações, vigílias e reuniões por um mundo que sabíamos não dever ser dominado por um gestor iluminado que com discursos de rigor escondia o desenhar da crise em que continuamos a viver. Porque temos memória, não esquecemos Cavaco, tal como não esquecemos os seus ministros. Não esquecemos as violentas cargas polícias sofridas, pelas escadarias da Assembleia da República e dentro das Universidades. Não esquecemos o spot da TSF que, da ponte 25 de Abril, lançava o grito para que "gajos ricos, gajos pobres"; se juntassem. Não esquecemos os políticos que Cavaco formou e que o continuaram; Durão Barroso, Santana Lopes, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Alberto João Jardim. Não esquecemos em Cavaco, o contínuo desrespeito por tudo o que era cultura, arte ou memória. E também não esquecemos aquele dia em que Cavaco perdeu e que nos deixou reentrarmo-nos em torno das nossas vidas. Fomos desobedientes naquela altura e agora torna a ser necessário voltar a sê-lo!

    Ana
    Carlos Guedes [G.]
    Filipe Gil
    João Miguel Almeida
    João Paulo Saraiva
    Nuno Espadinha
    Tiago Mota Saraiva
    Z. N.

Centro de Estudos do Cavaquismo

    Quem faz uma procura na Internet sobre os anos em que este país viveu sob a égide de Cavaco, encontra muito pouca informação, quase nada. O Cavaco Fora de Belém é um blogue que pretende reavivar as memórias do que foi esse período negro da história de Portugal. Para tal propomo-nos recolher relatos, documentos, arquivos, imagens ou videos em formato digital, que nos permitam construir a história desse período e colocá-la online. Os vossos contributos, vindo directamente das caves e dos sotãos da história, podem ser enviados para este email: cavacoforabelem (@) gmail | com

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