A cábula de Cavaco


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Questões sobre o PSD, Marques Mendes, Ribeiro e Castro e o outro partido:
Identificar-se como social democrata, sem dizer o que entende como tal. Dizer que a candidatura foi uma decisão pessoal, tomada com a família. Não esquecer de referir ser um candidato supra-partidário e independente.
Questões sobre a interrupção voluntária de gravidez, casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalização da prostituição ou privatizações:
Dizer que é competência da Assembleia da República e do Governo. Não emitir opinião, sobre o que pensa em nenhuma circunstância.
Questões tensas do dia, Procurador Geral da República, caso Casa Pia ou venda da EDP:
Referir que não tem todos os dados da questão, que é um candidato à Presidência da República que pensa vencer as eleições e, como tal, só deve emitir opinião após as eleições e deter conhecimento aprofundado do dossier.
Questões sobre opção clubística, local da cidade onde gosta mais de viver ou prato preferido.
Tentar referir todos.
Questões sobre o Governo, Ministros ou José Socrates.
Dizer que quer ser Presidente da República para ajudar o Governo. Referir termo cooperação estratégica, sem explicar melhor.

NOTAS FINAIS:
No caso de algum jornalista mais impertinente lhe pedir para dar uma ideia daquilo que pretende fazer: Responder utilizando termos como Progresso, Desenvolvimento e Prosperidade dizendo-se muito preocupado com o desemprego. Dar exemplos de índices de desenvolvimento, comparar com Espanha, como tem feito. Não dar nenhuma ideia do que pretende fazer.
No caso de aparecer um daqueles jornalistas mais solicito e disponível para o servir sem lhe fazer perguntas:
Falar de economia (mais do que Louçã), do desemprego e dos mais carenciados (mais do que Jerónimo), dos dossiers (que Soares não estuda), do seu percurso académico (que os outros não têm) e dar um ar que tem cultura de acordo com a definição do Google (que Alegre não conhece). Em "sinal de respeito" nunca referir o nome dos seus adversários.

Também publicado no Mais Livre

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4 Responses to "A cábula de Cavaco"

  1. Blogger HBesteiro 

    blog altamente :D

  2. Blogger Love_moranguito 

    Lol :) desculapa mas este texto está demais. Tiraram-me as palavras d boca. Bem dito

  3. Blogger Dani 

    sem palavras ;)


    http://politicosdofigado.blogspot.com/

  4. Anonymous yellow 

    Aonde é que um doutoramento na universidade de York terminado em 74 quando a universidade foi fundada em 1963 dá prestigio a alguém? Agora é boa, em 1974 não era. Se forem à página de Universidade de York, o Cavaco não consta da lista dos antigos alunos dos quais a Universidade de York que orgulha. Por que será?

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Quem somos?

    Fazemos parte de uma geração que nasceu politicamente com Cavaco Silva como Primeiro-Ministro. Organizámos e participámos em manifestações, vigílias e reuniões por um mundo que sabíamos não dever ser dominado por um gestor iluminado que com discursos de rigor escondia o desenhar da crise em que continuamos a viver. Porque temos memória, não esquecemos Cavaco, tal como não esquecemos os seus ministros. Não esquecemos as violentas cargas polícias sofridas, pelas escadarias da Assembleia da República e dentro das Universidades. Não esquecemos o spot da TSF que, da ponte 25 de Abril, lançava o grito para que "gajos ricos, gajos pobres"; se juntassem. Não esquecemos os políticos que Cavaco formou e que o continuaram; Durão Barroso, Santana Lopes, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Alberto João Jardim. Não esquecemos em Cavaco, o contínuo desrespeito por tudo o que era cultura, arte ou memória. E também não esquecemos aquele dia em que Cavaco perdeu e que nos deixou reentrarmo-nos em torno das nossas vidas. Fomos desobedientes naquela altura e agora torna a ser necessário voltar a sê-lo!

    Ana
    Carlos Guedes [G.]
    Filipe Gil
    João Miguel Almeida
    João Paulo Saraiva
    Nuno Espadinha
    Tiago Mota Saraiva
    Z. N.

Centro de Estudos do Cavaquismo

    Quem faz uma procura na Internet sobre os anos em que este país viveu sob a égide de Cavaco, encontra muito pouca informação, quase nada. O Cavaco Fora de Belém é um blogue que pretende reavivar as memórias do que foi esse período negro da história de Portugal. Para tal propomo-nos recolher relatos, documentos, arquivos, imagens ou videos em formato digital, que nos permitam construir a história desse período e colocá-la online. Os vossos contributos, vindo directamente das caves e dos sotãos da história, podem ser enviados para este email: cavacoforabelem (@) gmail | com

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